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a vida de movimento

conhecer Metro do Porto

Análise de Sustentabilidade

A Metro do Porto teve sempre como grande preocupação no desenvolvimento dos seus corredores/ traçados o conceito de transporte público em sítio próprio com prioridade sobre o transporte rodoviário individual ou público. A consideração de premissas que promovessem uma melhor qualidade de vida para as populações foi outra das preocupações que a Metro do Porto teve sempre presente, pelo que a adoção de critérios de requalificação paisagística na envolvente de todas as infraestruturas do Sistema de Metro Ligeiro em ambiente urbano ou rural, numa perspetiva de criar um continuum ambiental ao longo de toda a rede, promovendo o espaço verde e a circulação pedonal e o transporte público, foi uma realidade que a Metro do Porto promoveu ao longo de toda a sua rede. As pessoas com mobilidade reduzida viram também garantido desde sempre, o seu acesso a todo o sistema. Cuidados especiais, foram ainda tidos com a iluminação das estações, principalmente as subterrâneas, recorrendo-se sobretudo à utilização da iluminação natural, o que levou desde logo à redução dos gastos energéticos.

 

Ambiente

Manteve-se em 2018 o aumento da procura do Metro, crescendo as validações 3,4% para um total de 62,6 milhões. Este valor representa um novo máximo absoluto de validações desde o arranque da exploração comercial do Siste¬ma de Metro Ligeiro em 2003.

O impacto que se fez sentir ao nível da redução tráfego automóvel, do ruído e das emissões poluentes em toda a zona metropolitana do Porto, sendo positivo, encontra-se calculado ao nível da redução das emissões no ponto “Emissões de Gases com Efeito Estufa” do Relatório de Sustentabilidade, o que contribuiu também para consubstanciar o compromisso assumido por Portugal face aos objetivos de Quioto e da política ambiental comunitária.

O serviço MOVE PORTO - Metro e Autocarros 24 Horas uma operação noturna das linhas Azul e Amarela nas noites de fim-de-semana e vésperas de feriado, em articulação com a Rede Madrugada STCP e nos meses de junho até outubro. O serviço, que vigorou durante 15 fins-de-semana seguidos, foi utilizado por dezenas de milhares de pessoas, sobretudo jovens, teve como principal missão a promoção de comportamentos responsáveis, incentivando a utilização de transportes públicos no lugar dos automóveis, reduzindo desta forma os níveis de sinistralidade rodoviária na Área Metropolitana.

No ano de 2018, a Metro do Porto manteve-se como um vetor inequívoco de sustentabilidade e dinamizador da qualidade de vida urbana e suburbana na área metropolitana do porto através da promoção das melhores práticas ambientais do sector, na gestão eficiente dos recursos e no fomento da intermodalidade e da mobilidade sustentável na Região.

Em termos de exploração, e no âmbito do Contrato de Subconcessão que a Metro do Porto estabeleceu com a Prometro (até Março de 2018) e com a Viaporto a partir do mês de abril, foi dada continuidade às ações de acompanhamento do desempenho ambiental da Subconcessionária através dos mecanismos de fiscalização e gestão contratual. Deste modo, a Metro do Porto S.A, conseguiu que fossem cumpridos os objetivos e metas ambientais estabelecidos pela empresa para o ano de 2018, na sua generalidade.

São também notórios os benefícios sociais do sistema, dada a segurança e a elevada taxa de satisfação dos utilizadores do Metro (Satisfação Global de 80,6 pontos em 100 e Índice de Satisfação Ponderado de 82,7, segundo revela o estudo realizado por empresa independente e especializada em 2018).

No ano de 2018, fica ainda marcado pela implementação da aplicação móvel ANDA, pela transição para o SNC-AP, pela entrada em vigor do novo contrato de subconcessão da Operação e Manutenção do Sistema de Metro e pela aprovação do Governo para a expansão da rede e para aquisição de 18 novas composições de material circulante.

As emissões resultantes da prestação do serviço de transporte são inteiramente indiretas na medida em que resultam, na sua totalidade, do consumo de energia elétrica.

Considerando que durante o ano de 2018 as emissões indiretas resultado do consumo de energia pelos veículos de Metro totalizaram 12,4 mil toneladas de CO2e (dióxido de carbono equivalente), 7,2% acima do verificado em 2017.

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O aumento das emissões associadas à tração deveu-se, essencialmente, ao aumento do fator de emissão. No entanto, considerando que as poupanças de emissões são 5 vezes superiores às emissões indiretas dos veículos de metro, verifica-se, uma vez mais, a contribuição do Metro do Porto para a persecução dos objetivos definidos na estratégia nacional para alterações climáticas –“Edificar um padrão de mobilidade de baixo carbono; reduzir a intensidade energética (GJ/pkm) e aumentar a eficiência do transporte de passageiros e mercadorias.”

É de salientar que se chega a um valor de 63.846 TonCO2e evitadas em 2018 (70% das quais devido à transferência do TI para o Metro e os restantes 30% em consequência da transferência do TC). Essas emissões evitadas correspondem a emissões evitadas localmente, uma vez que as emissões associadas à produção de energia elétrica não ocorrem na Área Metropolitana.

Para obtermos as poupanças ambientais nacionais em termos de emissões de GEE, temos que descontar as emissões do Metro (provenientes do consumo de eletricidade) às emissões evitadas localmente (resultantes da transferência TI e TC). As emissões evitadas a nível nacional ou se preferirmos, as emissões evitadas líquidas alcançam as 51.414 TonCO2e em 2018, o que representa uma poupança de emissões de 160 gCO2e por passageiro km.

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Em termos económicos, os benefícios ambientais correspondem a um valor aproximado de 388 mil euros no ano de 2018. Por sua vez, os benefícios sociais decorrentes da estimativa de ganhos de tempo e da redução da pressão sobre o estacionamento ascendem a 172 milhões de euros e 12 milhões de euros, respetivamente.

 

Perspetiva Económica

Em 2018, a rede em exploração comercial manteve-se inalterada face a 2017, ou seja, com 67 km de extensão e 82 estações.

Uma vez mais registaram-se recordes de procura com o mais ele¬vado valor de validações e de passageiros km desde a abertura do Sistema de Metro – 62,6 milhões e 321,4 milhões, respetivamente. Estes valores representam uma subida de 3,4% nas validações e 2,8% nos passageiros km.

Em 2018 atingiu-se uma taxa de cobertura direta do Sistema de Metro recorde (126,9%), representando uma subida de 9,0 pontos percentuais face ao ano anterior (essa taxa confronta as receitas de tarifários com os custos diretos de operação). Alargando o âmbito de análise e acrescentando custos correntes e de estrutura, temos que a taxa de cobertura global é de 95,5%, o que representa um défice de receitas na ordem dos 2,4 milhões de euros (3,6 milhões em 2017). A melhoria em ambas as taxas de cobertura a que se tem assistido nos últimos anos demonstra que o caminho para a sustentabilidade financeira da exploração do sistema tem sido per¬seguido com êxito.

 

Responsabilidade Social

Os benefícios sociais e ambientais do Metro do Porto, em termos monetários e considerando apenas os resultantes da redução da emissão de CO2e para a atmosfera, os ganhos de tempo dos clientes do Metro e a redução da pressão sobre o estacionamento, alcançam 185 milhões de euros.

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Ao nível social, estimou-se que em 2018 foram criados e/ou mantidos (direta e indiretamente) 914 postos de trabalho. Cerca de 80% correspondem a recursos humanos da empresa Operadora e seus subcontratados, seguindo-se, os colaboradores da empresa Metro do Porto e os elementos respeitantes a contratos diretamente geridos pela Metro do Porto.

Todos os dias a Metro do Porto tem em mente a preocupação de servir cada vez melhor o cliente. Cada vez mais os benefícios sociais decorrentes da implementação de um sistema de Metro são muitos: diminuição do tempo de viagem, redução do número de acidentes rodoviários, benefícios decorrentes de uma menor pressão sobre o estacionamento, redução dos custos de exploração de outros operadores de transporte, diminuição dos custos de construção e manutenção de rodovias, entre outros.

Por fim, no que se refere à satisfação do cliente, mantém-se níveis de satisfação elevados (Satisfação Global de 80,61 e Índice de Satisfação Ponderado de 82,7). É de destacar o nível elevado de satisfação dos passageiros do Metro do Porto quanto à perceção que detinham dos benefícios do Metro para a sociedade (96,2%) e para o ambiente (93,5%) são evidenciáveis e notáveis, considerando até 92,1% dos clientes que, no futuro, mais pessoas irão viajar no Metro do Porto.

Prémios e distinções

2013 - Prémio “Veronica Rudge Green Prize” (atribuído em conjunto com o Arq. Souto Moura).
2010 - Prémio “Pritzker” (atribuído ao Arq. Souto Moura).
2009 – Menção Honrosa no Prémio “Engenheiro Jaime Filipe” com o Projecto Navmentro.
2008 - Prémio “UITP 2008 Light Rail Award” – Best New System.
2006 - Prémio “Boas Práticas em Aquisições Públicas Ambientalmente Orientadas”.
2006 - Prémio “FAD’ 2006” – Categoria “Cidade e Paisagem” (atribuído ao Arq. Souto Moura).
2006 - Prémio “ENOR” (atribuído ao Arq. Souto Moura).
2006 - Prémio Nacional da “Mobilidade em Bicicleta”.
2002 – Prémio “Deal of the Year”, operação de aquisição de veículos Eurotram.

Em complemento a esta informação sugerimos a consulta do Relatório de Sustentabilidade.